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PT e PMDB realizarão pesquisas entre os dias 23 e 30 de maio

 

          Uma nova rodada de reunião entre os partidos que compõem a base aliada do presidente Lula em Minas Gerais - PT, PMDB, PRB, PR e PCdoB - aconteceu na manhã desta terça-feira, 18 de maio, em Belo Horizonte. Desta vez, os representantes dos partidos decidiram que irão realizar pesquisas quantitativas e qualitativas, entre os dias 23 e 30 de maio, a fim de definir, até o dia 6 de junho, qual será a composição da chapa majoritária, ou seja, quem ocupará a vaga de Governador do Estado e quem ficará no Senado: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) ou o ex-ministro Hélio Costa (PMDB).
 
O deputado federal Miguel Corrêa Júnior (PT) explicou que as pesquisas subsidiarão a decisão política da comissão. “A definição da chapa é uma decisão, em última instância, política. Mas, o sentimento eleitoral é importante. Nós queremos aferir quem tem melhores condições e não quem está melhor posicionado agora”.
 
         O presidente do PT-MG, deputado federal Reginaldo Lopes acrescentou que dois institutos irão fazer a mesma pesquisa, uma qualitativa e outra quantitativa, com cinco grupos sociais. “Mas é apenas um dos critérios”.
 
O presidente do PMDB mineiro Antônio Andrade acredita que a consulta pública é o melhor critério. “Ela dará a opinião do eleitorado mineiro. A nossa dificuldade é ter dois bons candidatos, porque qualquer pesquisa hoje mostra que um ou outro vence o adversário”.
 
A comissão que reúne representantes das cinco legendas da base aliada de Lula em Minas também resolveu realizar um Seminário no dia 4 de junho para discutir as diretrizes do programa de governo em comum. “O Hélio Costa e o Fernando Pimentel, em uma reunião na segunda-feira, 17, deram total autonomia para que a comissão, a partir das pesquisas, decidisse politicamente quem será o candidato a governador e quem sairá a senador”. O próximo encontro da comissão da base aliada será na terça-feira, 25.
 
Chapa proporcional
         Além da vaga de governador e senador, estão em jogo os cargos de vice-governador, outra de senado, suplentes e deputados estaduais e federais, dentro da composição das siglas da base aliada.
 
Reginaldo Lopes enfatizou que na primeira reunião da comissão foi decidido que o candidato que liderar a chapa irá acolher os demais partidos. “Foi um critério que o PT colocou: quem sentar na cabeceira da mesa paga a conta. E cabe a quem não tiver a cabeça de chapa decidir se entra ou não na composição”. Dessa forma, o presidente do PT-MG deixou claro que o compromisso do partido com os demais da base acontece se Pimentel for o candidato a governador. “Se o PT não liderar a chapa majoritária ele irá definir o seu caminho e poderá compor ou não com as demais legendas. Se optar por compor, o PMDB será obrigado a fazê-lo, ou seja, acolher a todos que desejarem compor para deputado”.
 
A convenção dos partidos será no dia 27 de maio e 5 de julho é o prazo final para resolver as composições proporcionais.
 
Defesa do palanque único
 
A próxima missão de Lopes será convencer a militância petista que o palanque único é a melhor estratégia para garantir a continuidade do Governo Lula, através da eleição da ministra Dilma Rousseff à presidência. “A minha posição pessoal sempre foi pelo palanque duplo em respeito ao sentimento da militância. Hoje, a minha posição política, de forma intransigente, é convencer a militância que tem que ser palanque único, porque nós mudamos o Brasil e queremos continuar mudando e isso faz parte da política de aliança nacional”.
 
Vantagem sobre Anastasia
 
Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi apontou que Fernando Pimentel tem 39% das intenções de voto contra 23% de Antônio Anastasia (PSDB). Já Hélio Costa tem 46% contra 27% do tucano. A amostragem reforça a tese de que os candidatos da base aliada têm grandes chances de derrotar o governo atual.
 
 
“Hoje o que nos unifica, na totalidade, é a eleição da ministra Dilma. Aqui em Minas o Aécio sabe muito bem que se não fosse o presidente Lula não haveria nenhuma ação no campo social. Aécio não desenvolveu nenhuma política nessa área. A secretaria do Jequitinhonha e Mucuri, por exemplo, virou departamento do presidente Lula. Não só o dinheiro vem do Governo Federal, mas toda a concepção política também é: Luz para Todos, Leite pela Vida, Brasil Alfabetizado. Evidente que eles mudaram o nome, mas a concepção é do presidente Lula e foi liderada pela Dilma. Vamos fazer o esforço de uma candidatura única porque isso vai dar à ministra dois milhões de votos de frente do nosso adversário”, finalizou.
 
 
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