
A militância petista se reuniu no último final de semana, 15 e 16 de maio, na Escola Sindical em Belo Horizonte, para o Encontro de Formação Política do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais (PT-MG). Participaram do evento 230 petistas, representando 70 cidades mineiras de diversas regiões do Estado.
No domingo, 16, o presidente do PT-MG, deputado federal Reginaldo Lopes esteve na Escola Sindical para uma conversa com os filiados. Em sua fala, Lopes ressaltou a importância da militância se engajar na campanha para o Governo do Estado e que o palanque único é a melhor estratégia para garantir a continuidade do Governo Lula, através da eleição da ministra Dilma Rousseff à presidência. “A minha posição pessoal sempre foi pelo palanque duplo em respeito ao sentimento da militância. Hoje, a minha posição política, de forma intransigente, é convencer a militância que tem que ser palanque único, porque nós mudamos o Brasil e queremos continuar mudando e isso faz parte da política de aliança nacional”.
A base aliada do Governo Lula em Minas – PT, PMDB, PR, PCdoB e PRB – se uniram em prol de uma candidatura única que será anunciada no dia 6 de junho. O ex-prefeito de BH Fernando Pimentel (PT) e o ex-ministro Hélio Costa (PMDB) são os dois pré-candidatos da base, um deles irá ficar com a vaga de candidato a Governador e o outro a senador.
Lopes confessou que a maneira como o palanque único estava sendo construído, onde Hélio Costa era sinônimo de cabeça de chapa, desanimava a militância. “Agora isso é um processo de dois meses, nós estamos construindo um movimento. As coisas estão sendo democraticamente discutidas, os dois têm condições de liderar a chapa. Se não for o Pimentel será um processo de que não foi possível. Nós vamos defender isso no encontro estadual do PT (dias 19 e 20 de junho) com toda a energia e toda a força”.
No entanto, o presidente do PT salientou que não irá assumir a responsabilidade de dizer que está tudo bem. “O PT ficou dois anos dizendo que teria candidato próprio. Evidente que se Pimentel não for pó escolhido nós teremos que trabalhar para chegar no dia 3 de outubro e todo petista votar em quem for o candidato da base aliada”.
Formação
A Jornada foi ministrada por Selma Rocha, da Fundação Perseu Abramo, José Prata Araújo, economista e Secretário de Formação do PT/MG, Clarice Goulart, da Juventude do PT e da UEE/MG e Carlos Morato, coordenador da assessoria coletiva do PT na Assembléia Legislativa.
Nas plenárias e reuniões de grupo, a realização da Jornada foi saudada com entusiasmo pelos petistas presentes porque significou a retomada do debate político e ideológico necessário para que o partido continue como protagonista das transformações sociais em Minas e no Brasil. Foram debatidos a história e a identidade do PT; o balanço do governo Lula em comparação com o de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); e indicados elementos para um diagnóstico econômico, social e administrativo de Minas Gerais visando a eleição para o governo do Estado.
Na plenária final, os coordenadores dos grupos, divididos por regionais do Estado, expuseram o planejamento da etapa municipal para as diversas localidades do Estado. Somente os diretórios presentes se comprometeram com metas de formação na etapa municipal de aproximadamente 3 mil petistas. Com o envolvimento de outros diretórios esta meta poderá dobrar ou até mesmo triplicar.